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Notes
"Querida,
Espero que sua viagem tenha sido tão boa quanto nossa lua de mel, espero que, os caras que você conheceu, sejam tão bons quanto eu. Espero de verdade, que tu esteja feliz ao lado de quem for, espero que aja conhecimento da sua parte, que tu não passas de uma Vadia qualquer. Abusou, e eu perdoei, me conquistou com um simples “você é perfeito”. Como pude ser tão patético? Até parece aqueles filmes americanos em que sou o papel principal do nerd virgem que conhece a primeira namorada, e logo pensa em se casar. Eu de verdade tenho pena de quem é a sua próxima vitima. Fui ingênuo, talvez suas mentiras fossem tão convidativas, e eu com minha grossa arrogância em acreditar em suas mentiras, fui mergulhando, mergulhando… Como se eu já não tivesse me fodido em outros relacionamentos, será que eu nunca aprendo? Bom, eu afundei, e por fim me afoguei, não vou colocar a culpa em você, foi eu quem fui atrás, como um cachorro sem dono, como um filhote de algum bicho qualquer abandonado, e você quis me “acolher” logo depois me deixando novamente nesse mundo no qual agora me julgo tão inexperiente. Querida, espero que você faça todos os outros de bobos, até conseguir o que quer, que alguém, quem sabe, te faça sentir o amor de verdade e você sinta na própria pele o que eu tanto sentia. E eu espero de verdade que você cresça, cresça não só de tamanho, mas de cabeça. Espero que você encontre alguém tão fútil e infantil como você, que posssa fazer tudo que um dia você fez a mim."
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Notes
"Já perdi as contas de quantas vezes você invadiu meus pensamentos, e muitas vezes me pego sorrindo sorrateiramente. Tentando decifrar qual é o teu perfume, o cheiro de sua pele, do seu cabelo, o sabor do teu beijo, a temperatura de seu corpo, e textura de suas mãos, e tudo vem acompanhado da lembrança de sua doce voz rouca. - E então você chega à francesa por trás e aconchega seu queixo em meu ombro me dando um leve beijo no pescoço, aquele que faz com que eu me arrepie por inteira, desliza suas mãos pela lateral do meu corpo, até se encaixarem perfeitamente em minha cintura. E com um único movimento me põe de frente à você. Seus olhos negros, olheiras profundas. Me observando, me encarando, praticamente me comendo. Um sorriso se esboçando em teus lábios avermelhados, enquanto você se aproxima lentamente e rouba um beijo. Aquele de tirar o fôlego. Aquele que só eu você sabemos dar. Nosso beijo. As carícias aumentam conforme o beijo se torna mais intenso. Mordidas. Risadas. E o único som que se pode ouvir, é o dá nossa respiração ofegante. Encerramos o beijo e nos abraçamos, como sempre fazemos. Você se senta na cadeira da ponta da velha mesa de vidro, e fica me ouvindo tagarelar, lhe conto meu dia e como foi cansativo, até ou me virar e lhe pegar sorrindo só por eu estar contando tudo. E então você começa a dizer como é chato passar o dia sem mim, e como deseja o fim-de-semana. Eu me aproximo, e me sento em seu colo, apoiando o braço em seu ombro e brincando com seu cabelo. Sussurro teu nome e em seguida lhe chamo de meu amor, até você me reprovar por fazer voz de bebê, aquela que você não resiste e que só eu sei fazer. Ouvimos um leve baque na porta, e vemos aquela criaturinha correndo e nos chamando. Sua cara, minha personalidade, suas manias, meu temperamento, sua chatice, minha preguiça. Ela é uma copia nossa. - Mas isso não passa de pensamentos, sonhos, vontades e tudo que eu desejo que aconteça… Um dia. Poderia eu fazer tudo isso virar realidade, ter você ao meu lado, e sermos apenas eu e você, como desejamos."